terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

JARTURICES 047

      
                       PROBLEMAS POLICIAIS – 50 - # 047
                      (Diário Popular # 4377 – 11.12.1954)
        
         Era uma e meia da madrugada quando um Fordney mal- humorado se sentou numa das cadeiras da biblioteca de Gregory Markham. Nada havia sido mexido, após a descoberta dessa noite.
         Silenciosamente, examinou a sala e viu, com alguma surpresa, ao centro, um vaso de papoilas orientais colocado em cima de uma mesa de mogno, a um dos pés da qual estava amarrada uma fortíssima corda de fibra. A corda atravessava a biblioteca e saía por uma janela aberta. O professor precisava de falar com Markham acerca daquelas papoilas. As dele não estavam a desenvolver-se muito bem.
         O silêncio foi quebrado por um grito de Markham:
        
         - Conte-lhe! Conte-lhe tudo, de uma vez! Não fique aí especado.
         Paul Bishop, o famoso secretário de Markham, voltou-se para o professor e explicou:
        
         - Eu estava a ler no meu quarto. O senhor Markham estava a dormir na outra ala da casa. A certa altura, ouvi ruído na biblioteca. Daí a pouco, o ruído repetiu-se. Corri para cá, vi a corda amarrada à mesa e corri para a janela a tempo de ver um homem largar a corda, a pouca distância do chão, e desaparecer entre os arbustos. Eu…
        
         - Eu também o vi. – declarou o motorista Rolf. – Vinha pela estrada quando vi o homem saltar e começar a correr. Fui atrás dele mas o homem escapou-se.
        
         - E que roubou esse homem? – inquiriu Fordney.
        
         - Roubou apenas dois «in-folios princeps» de Shakespeare. Valem setenta e cinco mil dólares cada um! É preciso recuperá-los!
        
          Claro, claro. – disse o professor claramente, olhando para Bishop e Rolf. – Querem devolvê-los já, ou preferem ser presos primeiro?

         Que indício revelou a Fordney que os dois homens tinham mentido e que eram os gatunos?

   (Divulgaremos amanhã, a solução oficial deste caso)

*     *     *     *     *


Solução do problema # 046
(Diário Popular # 4370 – 04.12.1954)


Fazia muito calor – E, contudo, Fordney encontrara o cadáver já frio. Ora, como a rua era movimentada e um cadáver leva pelo menos, algumas horas a arrefecer após a morte, era evidente que a mulher fora morta noutro lugar.

                                                                                  
 Jarturice-047 (Divulgada em 17.Fevereiro.2015)



APRESENTAÇÃO
E
DIVULGAÇÃO DE: MR. AHPPP: JARTUR
jarturmamede@aeiou.pt

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