terça-feira, 19 de maio de 2015

JARTURICE 137



                          PROBLEMAS POLICIAIS – 140 - # 137
                   (Diário Popular # 5091 – 08.12.1956)
«Está morto», disse o professor Fordney, depois de olhar para o corpo do homem de pijama deitado na cama. «Morreu – acrescentou – devido a uma dose excessiva de heroína, ao que suponho». E, voltando-se para Magnon, chefe da polícia de Genebra: «Vê em que sítio do pulso, foi feita a picada, que é recente?».

«Sim professor», replicou Magnon.
«Não é uma ironia do destino que uma pessoa como o senhor Furnot morra devido a uma dose excessiva de estupefaciente, no momento em que a Conferência Internacional dos Narcóticos se encontra reunida na nossa linda cidade?».
Fordney examinou, minuciosamente o quarto e as dependências contíguas. Nem um indício encontrou que, de algum modo, ajudasse a esclarecer aquele caso de morte. O médico da Policia, um pomposo homenzinho de voz de falsete, pediu desculpa por ter chegado tarde, encaminhou-se para o sítio onde o cadáver se encontrava, olhou para os olhos da vítima e declarou: «Deve ter morrido há menos de uma hora. Os sintomas sugerem uma dose fatal de estupefaciente injectada no pulso esquerdo. Trata-se de um suicídio. E é tudo quanto posso dizer-lhes, senhores. Procederei, amanhã de manhã, à autópsia. Boa noite».
Magnon olhou, com ar inquiridor, para o professor Fordney, enquanto este arregaçava a manga do casaco do pijama do morto e observava uma tatuagem desenhada em caracteres chineses.
«Um caso singular, não é verdade?» - disse Fordney dirigindo-se a Magnon. «E repare – havia um tom de excitação na voz de Fordney – no tamanho descomunal das mãos dele…».
Finalmente, o professor sorriu e disse: «Desculpe-me se não posso concordar com a opinião do seu médico. Não se trata de um suicídio, mas de um crime».
«Impossível – murmurou Magnon. – Como chegou a essa conclusão?
«Muito facilmente, retorquiu o professor Fordney.

         Porque razão afirmou Fordney que Furnot fora assassinado?

                                                                 
   (Divulgaremos amanhã, a solução oficial deste caso)


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Solução do problema # 136 
(Diário Popular # 5084 – 30.11.1956)

Se bem que o médico da polícia não pudesse determinar a causa da morte antes da autópsia, Leroy Hollister sabia já que a morte de Anthony Powell não fora causada pelo fogo, soube-o antes da autópsia e disse o a Fordney. Portanto, quando a autópsia revelou que Powell morrera antes do incêndio, o professor Fordney suspeitou logo que Hollister matara o primo e pegara fogo à casa.


Jarturice-137 (Divulgada em 18.Maio.2015)







APRESENTAÇÃO E DIVULGAÇÃO
DE: J A R T U R
jarturmamede@aeiou.pt

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