segunda-feira, 10 de agosto de 2015

JARTURICE 221

                  
                PROBLEMAS POLICIAIS – 224 - # 221
                  (Diário Popular # 5771 – 01.11.1958)
        
         «Nunca me separei da chave do meu laboratório desde há um mês a não ser uma ocasião, durante cerca de vinte minutos.» - explicava Arthur Morrot, director de um laboratório de produtos farmacêuticos.
        
         «Tinha-a deixado na fechadura uma noite, quando ouvi a voz de uma mulher que pedia auxílio na estrada. Precipitei-me e deparou-se-me uma senhora, ainda jovem, que, com ar desolado, observava um pneu do seu carro, que estava vazio. Como o local é muito deserto, ajudei-a a mudar a roda. Só quando estava quase a acabar é que me recordei que deixara a chave na porta do meu laboratório. Precipitei-me para a recolher e felizmente, encontrei-a.
         - Mas – interrompeu o inspector Fauvel – quem poderia adivinhar, mesmo admitindo que essa mulher estivesse a representar uma farsa, que deixaria a chave na porta, tendo assim a possibilidade de se apoderar das vossas valiosas fórmulas?
        
         O químico abanou a cabeça. «Pois isso é que lança mistério no caso. E como é que poderei suspeitar dos meus dois colaboradores, que possuem essa chave? Se eles quisessem, em qualquer outra altura poderiam ter roubado esses planos…»
         - Onde costuma deixar as suas chaves à noite?
         - Desde que instalei o meu laboratório neste local, nunca tiro as chaves da corrente em que as trago. À noite, coloco as chaves e a corrente numa caixinha que ponho debaixo do meu travesseiro.
        
         O inspector abanou a cabeça. Decididamente, aquele químico julgava que era fácil enganá-lo e lançá-lo numa falsa pista, como a dessa senhora que tinha um pneu vazio…
        
         Ele enganava-se.

         Porquê?  
      
  (Divulgaremos amanhã, a solução oficial deste caso)

  *     *     *     *     *








Solução do problema # 220  
(Diário Popular # 5764 – 25.10.1958)
    
Ao apanhar a espingarda, o inspector reparara que a patilha de segurança da arma estava travada. Ora essa patilha devia ter sido destravada para que a arma se pudesse ter disparado, matando Charles! Isto indicava que Christian havia assassinado o amigo e que na sua loucura tinha travado a espingarda, assinando assim o seu crime


 Jarturice-221 (Divulgada em 10.Agosto.2015)



APRESENTAÇÃO E DIVULGAÇÃO
DE: J A R T U R
jarturmamed@ aeiou.pt

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