domingo, 15 de abril de 2018

POLICIÁRIO 1393



DIA DE TAÇA

O nosso espaço de hoje é integralmente preenchido com a divulgação dos confrontos para a 2.ª eliminatória da Taça de Portugal. Cada confrade disputa o acesso à 3.ª eliminatória com o seu opositor directo, tendo como pano de fundo os problemas da prova n.º 2, de autoria de Insp. Boavida.
Eis o resultado do sorteio:

TAÇA DE PORTUGAL - 2018
 CONFRONTOS 2.ª ELIMINATÓRIA

Fernames – A Fresh; Bernie Leceiro – Holmes; Not Me – Rigor Mortis; Moratti – X Boavista; Paulo – Boatola; Protocopus – Búfalos Associados; Ego – Sofacada; Acosta - Det. Jeremias; Giant – Trianon; Deco – Július Bacanos; Det. Alfacinha – Larissa; Frolico – Lacsif; Fosfonitrol – Super Dragon; Leal – Batman; Mapei – Teodoro Morais; Mars – Cabo Branco; Mister H – Caró; Airam Semog – Seven; Milau – Balacó; Nagachi – Articrime; Padre Amaro – Ato Final; Pokemon – Cota Mil; Xakal – Caridon; Zuzarte – Barriosa; Karl Marques – Big Boss; Insp. Januário – Agente Guima; Zeca Poirot – Lin Hu; Zé Rambo – Agente Tucano; Udorico – Celina Catáu; Zé - Minotauro; Cromo – Essec; A Raposo & Lena – Red Troop; Moroless – Xispeteó; Wipp – Abrótea; Daniel Falcão – Académico; Anduócrime – Queluz 2020; André Pi – Rui Nanico; Agente Bolota – Chico Bento; Det. Bala – Insp. Boavida; Urso Pardo – Fantasma; A Troikista – Insp. Sonntag; Insp. Aranha – Sorgan; Ana Xeltox – Zzz; Dr. Sócrates – Larama Coyote; Edite Cardoso – Orta Kary; Flo & Tânia – Agente Dourado; AA Nogueira – Sertório; Agapito – Ribeiro de Carvalho; Det. Zorba – Insp. Moscardo; Acacrime – Rei dos Pontos; Botelli – Neusa; Det. Cibernético – Golden Ret; Insp. E-Faturado – Stum; Insp. James – Nivel Z; João Jennif – Vercce; Mr. Corbin – Mourinno; Joca Porreta – U; MSS – Oracle; Major Alvega – Arco.com; Merkelina – Corto Maltese; Oioppa – Jota Petrus; Padrão Graminho – Yang Chan; Pistoleiro – Tracy; Tapioca – Anoli; Zé Ferry – Azico; Insp. Faruk – Bochum; A Gatucha – Lima Amaro; Perry Mason – Xico Milas; Professor Poirot – Chefe Zé; António Verdi – Passolini; The Lartiste – Libanês; João Alarcão – Nico; Piaxo – O Cobra; Ocosso – A Neal; Belcato – Criolo; Dr. Libório – Francis; Luz Farrajota – Tia Mia; Insp. Xabalo – Lili; Miss Marple – Unicafor; Tropa K – O Mocho; Rao Kito – Bruno Capas; Hybrid – Olga Pedras; Werr – Mason; Elpídio Rocha – Lira Corrupta; Gafto – Det. Lisboa; Jonas Tubarão – Tuxa; Cartopan – Alpinista; Betina – Insp. Martelada; Insp. Leonel – Otutit; Arma Dura – Lottar; Pikachu – Ph Bat; Retni – Ix; Lucifer – Alkazar; Aldino Pires – Det. Satã; Fina Live – Dique Forte; Cão Fera – Japires; Máfrica – Salomão; Troca Troiko – Quinto Portal; Gelson – Pirómano; A Bola – Malone; Maria Segura – Turista; Van Biz – Udumastic; Quick – Rei Bingo; Microlta – Navalista; Muralha – Andrina; Arzap Dil – Yek; XPTO – Abreu; Agente Gordo – Barba Azul; Babaco – Melo Tino; Sunita – Brilhantina; Alfonse – Lua Nova; Loc Terry – Telma Sousa; Xeltox – Terramar; The Indian – Mary Doll; Milit.com – Arnaldo Pintas; Gregory – O Gato Preto; Today Good – Roller; C Alberto – Erzália; Família Holmes – Muchicco; Ó Bama – Silvana; Vítor Patrício – Xábi; Maluff – Professor Rotor; Professor Inácio – Det. Himalaia; Ben Bolt – Calvin K; Carreto Marrão – Riba Mar; Ruca Mil – Andarilho; Det. Duralex – Haal; Indygo – Justiceiro Negro; Kuskas – Neco Tareco; O Holmes – Q; Xlem – Bel Beto; Det. Kirow – Insp. Lupinha; Albano Pistacho – Celestino; Dragão Dourado – Época; Etna – Tó Oliveira; Tiro Certeiro – Professor Martelo; Radialista – Inácio Santos; Lois Lane – Oligarca; Sentinela – Det. Brasileiro; Fidúciu – Gaal; Hilária Clintona – Luna Bala; Luís Gomes – M Célia; Tanita Tananca – Vénus; Viriato – Vilamorena; Cobra – Filósofo; Jofira – Spiridon; Zé Zarolho – Toni Pratas; Capitolina – FCP; Gasos Pancali – Miss Dárius; Mister X – Udaca; Ave Selvagem – Det. Popular; Dib Rasco – Maria Bruxa; Parlatório – Wood Casual; André Urtiga – Chalor; Det. Ulrich – Dr. Famoso; Gilberto Cruz – Sargento Kirk; Zaah – Sá Xábi; Tolentino – 4G; Castelão – P Sintrão; Papari – Carlos Gilbert; Metrossex – Tino Serrão; Zé Carioca – Det. Olga; Artur Olavo – Lenkinha; Det. Marafado – Insp. Columbo; Noitne – The Boss; The Beatles – Busina; Caramelo – Garanho; GPS – Macrocéfalo; Manuel Silva – Mário Raposo; Quimtrofa – Tó Dani; Trinitá – Evolution; João Vitola – Zendoff; Treko – Tritão; Cool – Insp. Isótopo; KG – L Revis; Nurse – Tarra Mecce; Wimpee – Real House; Ayalla – Cisco Kid; Cibernético – Red Lib; Rui Xabregas – Sam Spade; Semog – Tó Nuno; Zubulanda – Tó Almeida; Professor Tonecas – Comissário Maigret; CSI Brandoa – Det. Tommy; Gardénia – Helicor; Hugo Foguete – Teresa M; Insp. Bilharda – Insp. Alegria; DR36 – Almiro; Albano Fatela – Mimo; Vulk – Serpa; Rio Tagus – Insp. Kulpado; Insp. Malufo – Uniaque; Rei Kukas – Kim Milá; Dalila – Galileu; David Belga – Rato Sega; Agente Malapata – Agente Privado; Bernardo Cueca – Agente Lapónia; Dr. Fonseca – Erme Linda; A Luna – Corporel; Insp. Podemos – Testa Rossa; Voar Raov – Assavil; Azarado – Nando Serpa; Morgain – Wanda Milá; Vidal – Good Files; Futrica – Al Gany; Albino Calhau – Insp.ª Aline; Irmandade do Crime – JJ; Ofaza – Amorini; A Matrioska – P Coruja; Penalva – Primavera; Procópo – Aleto; Amarulho – Insp. Pi; Insp. Xunga – O Lunático; Somaro – Machumbo; Marcus Solus – Tarik Az; Vulcão - Desler Cali; Cuore Dolce - Ozela; Pecador Militante – Bino; Bitrolha – Cbe; Pequenote – Zurc; Tola Big – Kolka; Det. Juca – Anak; Ninoko – Badmix; Marvelisor – Zarú; Yutelmi – Sir Lapidus; Soldado – Obélix; Scripto – Ami; Gold Medal – Rui Catal; Samurai – Det. Silva; Bibó – Det. Pilantra; Insp. Fitão – The Special; Tassolino – Ponto Pt; Professor Neca – Sir Dragon; Troca Tintas – Mirrala; Ndéti – Sininho; Apoulos – Insp. Burc; Insp. Nublio – Vari Sela; Vampirina – Fochild; Geringonça – Jack Boamassa; Juno – SK; Vetux – Silumano; Sixolina – Careto; Brocas – Caramujo; Kolka – Vampiro do Ó; Agente Mila Sousa – Fulas; BA Loko – Banonas; Fastio – Agente Irish; Adelix – Stic; Surrela – Tigana; Tino Abreu – D. Quixote; Dani Dias – Regola; Esférico – Aragonês; Arquimedes – Det. Rasca; Det. Xanfrado – Pedroski; Zona J – Tiko; Dr. Pereira – Miss X.   

domingo, 8 de abril de 2018

POLICIÁRIO 1392




UMA SAGA COM GIRAFAS

O aumento do prazo para envio das propostas de solução da prova n.º 2, não foi integralmente entendido por alguns confrades, principalmente aqueles que só agora descobriram o Policiário e não estão, ainda, por dentro da nossa orgânica e que nos fizeram chegar as suas dúvidas.

Como referimos, os regulamentos exigem que cada eliminatória da Taça de Portugal seja precedida da publicação dos confrontos, de modo a que cada confrade saiba, obrigatoriamente, quem é o seu opositor em cada prova.

Numa situação ideal e normal, com os prazos a terminarem sempre no último dia do mês, duas a três semanas são suficientes para o apuramento e sorteio dos confrontos, bem a tempo para o final do prazo da prova em causa, mas quando há factores excepcionais, que podem ser derivados de um número elevado de participantes ou questões pessoais do orientador do espaço que não consegue dedicar o tempo necessário para ler, classificar e efectuar o sorteio, os prazos deixam de ser cumpridos.

O ponto mais melindroso de cada época é precisamente a prova n.º 2 porque há a necessidade de apurar as 512 melhores propostas de solução à prova n.º 1 para depois serem sorteados os “emparelhamentos”, determinando cada confronto. Encontrar e seleccionar num universo de quase três milhares de soluções as melhores 512, sem cometer injustiças, ou pelo menos minimizando essa possibilidade, é tarefa morosa e difícil, como se calcula.

De qualquer forma, não sendo uma situação virgem, sempre acaba sendo ultrapassada e as competições vão decorrendo com normalidade uma vez restabelecidos os prazos.

Chamamos a atenção dos nossos “detectives” para a necessidade de manterem um contacto mais próximo com o blogue Crime Público, em http://blogs.publico.pt/policiario, onde serão publicados os confrontos e toda a informação útil relacionada com o andamento competitivo.

CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2018
PROVA N.º 3 – PARTE II
A SAGA DAS GIRAFAS INCÓMODAS – Original de FIPQ

Há vários anos que morava naquele primeiro andar, um primeiro andar como outro qualquer, mas que tinha uma particularidade, tinha como vizinhos um parque temático, gerido por uma associação que cuidava e criava girafas.
Eram girafas verdadeiras, de carne e osso, que toda a vizinhança encarava com naturalidade. Mas ele tinha uma vantagem, como morava no primeiro andar, as janelas ficavam à mesma altura das girafas maiores e por isso era frequente abrir uma janela e ter de cumprimentar um dos animais mais afoitos. Mesmo os seus filhos já se habituaram a ter um saco com feno ao lado da janela e todas as manhãs, ao acordarem, abrem a janela e dão-lhes alguns pedaços, que elas agradecem. Uma delas chegou a dar pequenas marradas no vidro quando se atrasaram na refeição!
Durante anos nunca houve problemas, mas chegou um dia em que se mudou para um dos apartamentos um indivíduo que começou a complicar as relações com os animais, com queixas frequentes sobre muitos dos comportamentos das girafas, a começar com o mau cheiro, depois com as moscas e mosquitos, mais tarde com o barulho que faziam ao baterem com as patas no chão ou com as lutas de pescoços e a culminar na denúncia dos gritos fortes que os animais libertavam de noite, certamente nas suas actividades de acasalamento.
A situação começou a ficar complicada, com o dito indivíduo a marcar reuniões de condomínio na tentativa de conseguir uma posição conjunta contra a presença dos animais, para que fosse possível corre-los dali.
Logo começaram as denúncias formais, com todas as alegações e acrescentando questões de saúde pública que acabaram por levar ao local as autoridades sanitárias.
Era evidente que onde há animais há um pouco mais de cheiro, de moscas ou mosquitos, até de barulho, mas isso acontece com quaisquer animais, não seria por serem girafas. Os moradores uniram-se, mas as autoridades sanitárias referiram que havendo uma queixa, certamente haveria consequências, porque o queixoso alegava que não conseguia repousar em condições com os gritos dos animais e assim sendo, tornava-se impossível respeitar o silêncio e sossego das noites e assim sendo tinham de fazer o relatório obrigando à deslocação dos animais para outros locais.
O condomínio e toda a vizinhança pronunciaram--se contra a saída dos animais e chamaram a atenção para uma mentira que o novo vizinho estava a denunciar e que demostrava em absoluto a sua má vontade:

A-    As girafas não emitem qualquer som vocal;
B-    As girafas não batem com os pescoços umas nas outras;
C-    As girafas não conseguem emitir gritos fortes;
D-    As girafas não libertam cheiros nem atraem moscas ou mosquitos.

E pronto.

Terminada esta descrição que mete mundo animal e a sua relação com os humanos, desta vez junto ao habitat deles, ao invés do mais habitual que é invasão em sentido inverso, resta aos confrades e “detectives” escolherem a alínea que responder ao problema e enviarem a informação, impreterivelmente até ao próximo dia 30 de Abril, para o que poderão usar um dos seguintes meios:

- Pelos Correios para Luís Pessoa, Estrada Militar, 23, 3125-109 MARINHAIS;
- Por entrega em mão ao coordenador da secção, onde quer que o encontrem.

Boas deduções!



sábado, 7 de abril de 2018

CONFRONTOS PARA A 2.ª ELIMINATÓRIA


TAÇA DE PORTUGAL - 2018

 CONFRONTOS 2.ª ELIMINATÓRIA


Fernames – A Fresh; Bernie Leceiro – Holmes; Not Me – Rigor Mortis; Moratti – X Boavista; Paulo – Boatola; Protocopus – Búfalos Associados; Ego – Sofacada; Acosta - Det. Jeremias; Giant – Trianon; Deco – Július Bacanos; Det. Alfacinha – Larissa; Frolico – Lacsif; Fosfonitrol – Super Dragon; Leal – Batman; Mapei – Teodoro Morais; Mars – Cabo Branco; Mister H – Caró; Airam Semog – Seven; Milau – Balacó; Nagachi – Articrime; Padre Amaro – Ato Final; Pokemon – Cota Mil; Xakal – Caridon; Zuzarte – Barriosa; Karl Marques – Big Boss; Insp. Januário – Agente Guima; Zeca Poirot – Lin Hu; Zé Rambo – Agente Tucano; Udorico – Celina Catáu; Zé - Minotauro; Cromo – Essec; A Raposo & Lena – Red Troop; Moroless – Xispeteó; Wipp – Abrótea; Daniel Falcão – Académico; Anduócrime – Queluz 2020; André Pi – Rui Nanico; Agente Bolota – Chico Bento; Detective Bala – Insp. Boavida; Urso Pardo – Fantasma; A Troikista – Insp. Sonntag; Insp. Aranha – Sorgan; Ana Xeltox – Zzz; Dr. Sócrates – Larama Coyote; Edite Cardoso – Orta Kary; Flo & Tânia – Agente Dourado; AA Nogueira – Sertório; Agapito – Ribeiro de Carvalho; Detective Zorba – Insp. Moscardo; Acacrime – Rei dos Pontos; Botelli – Neusa; Detective Cibernético – Golden Ret; Insp. E-Faturado – Stum; Insp. James – Nivel Z; João Jennif – Vercce; Mr. Corbin – Mourinno; Joca Porreta – U; MSS – Oracle; Major Alvega – Arco.com; Merkelina – Corto Maltese; Oioppa – Jota Petrus; Padrão Graminho – Yang Chan; Pistoleiro – Tracy; Tapioca – Anoli; Zé Ferry – Azico; Insp. Faruk – Bochum; A Gatucha – Lima Amaro; Perry Mason – Xico Milas; Professor Poirot – Chefe Zé; António Verdi – Passolini; The Lartiste – Libanês; João Alarcão – Nico; Piaxo – O Cobra; Ocosso – A Neal; Belcato – Criolo; Dr. Libório – Francis; Luz Farrajota – Tia Mia; Insp. Xabalo – Lili; Miss Marple – Unicafor; Tropa K – O Mocho; Rao Kito – Bruno Capas; Hybrid – Olga Pedras; Werr – Mason; Elpídio Rocha – Lira Corrupta; Gafto – Detective Lisboa; Jonas Tubarão – Tuxa; Cartopan – Alpinista; Betina – Insp. Martelada; Insp. Leonel – Otutit; Arma Dura – Lottar; Pikachu – Ph Bat; Retni – Ix; Lucifer – Alkazar; Aldino Pires – Detective Satã; Fina Live – Dique Forte; Cão Fera – Japires; Máfrica – Salomão; Troca Troiko – Quinto Portal; Gelson – Pirómano; A Bola – Malone; Maria Segura – Turista; Van Biz – Udumastic; Quick – Rei Bingo; Microlta – Navalista; Muralha – Andrina; Arzap Dil – Yek; XPTO – Abreu; Agente Gordo – Barba Azul; Babaco – Melo Tino; Sunita – Brilhantina; Alfonse – Lua Nova; Loc Terry – Telma Sousa; Xeltox – Terramar; The Indian – Mary Doll; Milit.com – Arnaldo Pintas; Gregory – O Gato Preto; Today Good – Roller; C Alberto – Erzália; Família Holmes – Muchicco; Ó Bama – Silvana; Vítor Patrício – Xábi; Maluff – Professor Rotor; Professor Inácio – Detective Himalaia; Ben Bolt – Calvin K; Carreto Marrão – Riba Mar; Ruca Mil – Andarilho; Detective Duralex – Haal; Indygo – Justiceiro Negro; Kuskas – Neco Tareco; O Holmes – Q; Xlem – Bel Beto; Detective Kirow – Inspector Lupinha; Albano Pistacho – Celestino; Dragão Dourado – Época; Etna – Tó Oliveira; Tiro Certeiro – Professor Martelo; Radialista – Inácio Santos; Lois Lane – Oligarca; Sentinela – Detective Brasileiro; Fidúciu – Gaal; Hilária Clintona – Luna Bala; Luís Gomes – M Célia; Tanita Tananca – Vénus; Viriato – Vilamorena; Cobra – Filósofo; Jofira – Spiridon; Zé Zarolho – Toni Pratas; Capitolina – FCP; Gasos Pancali – Miss Dárius; Mister X – Udaca; Ave Selvagem – Detective Popular; Dib Rasco – Maria Bruxa; Parlatório – Wood Casual; André Urtiga – Chalor; Detective Ulrich – Dr. Famoso; Gilberto Cruz – Sargento Kirk; Zaah – Sá Xábi; Tolentino – 4G; Castelão – P Sintrão; Papari – Carlos Gilbert; Metrossex – Tino Serrão; Zé Carioca – Detective Olga; Artur Olavo – Lenkinha; Detective Marafado – Insp. Columbo; Noitne – The Boss; The Beatles – Busina; Caramelo – Garanho; GPS – Macrocéfalo; Manuel Silva – Mário Raposo; Quimtrofa – Tó Dani; Trinitá – Evolution; João Vitola – Zendoff; Treko – Tritão; Cool – Insp. Isótopo; KG – L Revis; Nurse – Tarra Mecce; Wimpee – Real House; Ayalla – Cisco Kid; Cibernético – Red Lib; Rui Xabregas – Sam Spade; Semog – Tó Nuno; Zubulanda – Tó Almeida; Professor Tonecas – Comissário Maigret; CSI Brandoa – Detective Tommy; Gardénia – Helicor; Hugo Foguete – Teresa M; Insp. Bilharda – Insp. Alegria; DR36 – Almiro; Albano Fatela – Mimo; Vulk – Serpa; Rio Tagus – Insp. Kulpado; Insp. Malufo – Uniaque; Rei Kukas – Kim Milá; Dalila – Galileu; David Belga – Rato Sega; Agente Malapata – Agente Privado; Bernardo Cueca – Agente Lapónia; Dr. Fonseca – Erme Linda; A Luna – Corporel; Insp. Podemos – Testa Rossa; Voar Raov – Assavil; Azarado – Nando Serpa; Morgain – Wanda Milá; Vidal – Good Files; Futrica – Al Gany; Albino Calhau – Insp.ª Aline; Irmandade do Crime – JJ; Ofaza – Amorini; A Matrioska – P Coruja; Penalva – Primavera; Procópo – Aleto; Amarulho – Insp. Pi; Insp. Xunga – O Lunático; Somaro – Machumbo; Marcus Solus – Tarik Az; Vulcão - Desler Cali; Cuore Dolce - Ozela; Pecador Militante – Bino; Bitrolha – Cbe; Pequenote – Zurc; Tola Big – Kolka; Detective Juca – Anak; Ninoko – Badmix; Marvelisor – Zarú; Yutelmi – Sir Lapidus; Soldado – Obélix; Scripto – Ami; Gold Medal – Rui Catal; Samurai – Detective Silva; Bibó – Detective Pilantra; Insp. Fitão – The Special; Tassolino – Ponto Pt; Professor Neca – Sir Dragon; Troca Tintas – Mirrala; Ndéti – Sininho; Apoulos – Insp. Burc; Insp. Nublio – Vari Sela; Vampirina – Fochild; Geringonça – Jack Boamassa; Juno – SK; Vetux – Silumano; Sixolina – Careto; Brocas – Caramujo; Kolka – Vampiro do Ó; Agente Mila Sousa – Fulas; BA Loko – Banonas; Fastio – Agente Irish; Adelix – Stic; Surrela – Tigana; Tino Abreu – D. Quixote; Dani Dias – Regola; Esférico – Aragonês; Arquimedes – Detective Rasca; Detective Xanfrado – Pedroski; Zona J – Tiko; Dr. Pereira – Miss X.  


TAÇA DE PORTUGAL - 2018


CONFRONTOS PARA A 2.ª ELIMINATÓRIA

AINDA HOJE, AQUI!


domingo, 1 de abril de 2018

POLICIÁRIO 1391




UM ROUBO MUITO ESTRANHO

Um novo desafio é lançado aos nossos leitores e “detectives” neste começo de Primavera, desta feita de autoria de um novo confrade, que assina um problema sem grande complexidade, que irá constituir, estamos certos, uma boa oportunidade para exercício das “células cinzentas”.

NOVO PRAZO PARA A PROVA N.º 2

Entretanto, dificuldades imprevistas, por um lado derivadas ao enorme número de concorrentes e por outro a questões de ordem pessoal do coordenador desta secção, ainda não foi possível publicar as classificações da prova n.º 1, bem como os confrontos da segunda eliminatória da Taça de Portugal em que estão envolvidos os 512 confrades autores das melhores respostas.
Uma vez que, por exigência regulamentar, nenhum prazo para resposta a um problema poderá terminar sem que sejam conhecidos os confrontos da taça, para que ninguém tenha de responder a um desafio sem saber quem é o seu opositor directo, as propostas de solução da prova n.º 2, que deveriam ser enviadas até ao passado dia 31 de Março, viram o seu prazo alargado até ao dia 10 do corrente mês, sendo previsível que nessa data já todos os resultados estarão publicados no blogue Crime Público (http://blogs.publico.pt/policiario).
Como sempre acontece, os confrades que já enviaram as suas propostas de solução, mesmo sem conhecimento dos respectivos opositores, poderão, dentro do novo prazo, substitui-las, indicando apenas que anula a anteriormente enviada.

CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2018
PROVA N.º 3 – PARTE I
“ROUBO NA NOITE ESCURA” – Original de STAGE 15

A noite foi muito escura e chuvosa, por vezes com ventos fortes e rajadas. Durante a madrugada alguém notou que caiu neve de forma pouco intensa, mas que conseguiu cobrir os campos ainda que só por alguns minutos.
O clima andava instável e aquelas condições já não deviam ocorrer se o ano fosse normal, mas não era o caso.
O Brocas, um possante cão que era excelente guarda, ladrou toda a noite, no dizer do seu dono, um velhote que não gerava simpatias em ninguém da vizinhança, não propriamente por fazer mal a alguém, mas por não se dar com ninguém.
Constava na aldeia que tinha uma fortuna imensa escondida em casa e quem lá entrou para fazer algum serviço veio dizer que tudo era muito escuro e provocava arrepios, era medonho, mas não referiam fortunas nem fausto, nem objectos de arte ou ouro.
- O Brocas não se calou um momento sequer. Já não o podia ouvir. Sabem, eu tomo uns comprimidos para conseguir dormir, mas nem assim preguei olho. Pensei que ladrava por causa do vento que fazia um barulho medonho, mas não era por isso, era porque andava alguém por cá a roubar-me.
- O que foi que lhe roubaram? – perguntou o guarda Felício.
- Foram ao meu cofre e levaram tudo.
- Está bem, mas o que é esse “tudo”? Se não sabemos o que lá estava, não podemos saber se foi muito ou pouco, se foi dinheiro ou objectos, está a perceber?
- Era só o que faltava estar a dizer o que tinha no meu cofre. Eram coisas minhas, de muito valor e que agora desapareceram.
- Vamos lá ver esse cofre…
Era um cofre instalado na parede, que parecia ser bastante robusto e não tinha sinais de arrombamento ou danos.
- O senhor desculpe, mas este cofre parece estar em boas condições, não tem marcas de violência, nada.
- Pois, mas o que lá estava dentro desapareceu, não vê que está vazio? Alguém esteve aqui e roubou tudo.
- Mas como, se não o arrombou?
- Ora, o cofre está sempre com a chave na fechadura e aberto. Para que havia de estar fechado se vivo sozinho e ninguém nunca cá veio roubar nada?
Felício percorreu as imediações do cofre e não registou nada de anormal, não havia marcas de arrombamento de portas ou janelas nem de pegadas ou outras, pelo menos à vista desarmada.
No terreno, maltratado, havia lama e poças de água por todo o lado, mas não havia marcas de alguém ter por ali andado nos últimos tempos. A terra não estava revolvida nem pisada e só as marcas de muita água eram visíveis.
 No fundo da garagem, agora preso por uma corrente, estava o Brocas, que o dono prendeu pouco antes da chegada da polícia, mas que quando não havia visitas andava solto por todo o lado. Era um cão possante e de pelo curto, limpo e brilhante, sinal de que era muito bem tratado. Isso mesmo fez Felício destacar ao velho:
- Tem aqui um belo cão, certamente não deixa ninguém aproximar-se…
- Sim, é verdade, mas esta noite foi uma desgraça, esteve agitado toda a noite, ladrou, ladrou, parecia doido e nem me deixou pregar olho. Um pavor!
Felício estava confuso, nada parecia jogar certo na história e não havia sinais de ladrão mas o velhote jurava que fora assaltado. Ia confirmar se havia algum seguro que pudesse receber e se foi actualizado recentemente. Eram mais as dúvidas que as certezas, mas já tinha algumas coisas para escrever no relatório da ocorrência, procurando responder às perguntas:
Será que houve mesmo assalto vindo do exterior?
Justifique todas as suas afirmações e retira as conclusões possíveis.

E pronto.
Lançados os dados, chega o momento dos nossos “detectives” elaborarem as propostas de solução para este problema, que deverão ser remetidas impreterivelmente até ao próximo dia 30 de Abril, podendo ser usado um dos seguintes meios:
- Pelos Correios para Luís Pessoa, Estrada Militar, 23 – 2125-109 MARINHAIS;
- Por e-mail:
- Por entrega em mão ao coordenador deste espaço, onde quer que o encontrem.
Boas deduções!



 

terça-feira, 27 de março de 2018

NOVO PRAZO PARA A PROVA N.º 2




Dificuldades imprevistas, por um lado derivadas ao enorme número de concorrentes e por outro a questões de ordem pessoal do coordenador desta secção, ainda não foi possível publicar as classificações da prova n.º 1, bem como os confrontos da segunda eliminatória da Taça de Portugal em que estão envolvidos os 512 confrades autores das melhores respostas.

Uma vez que, por exigência regulamentar, nenhum prazo para resposta a um problema poderá terminar sem que sejam conhecidos os confrontos da taça, para que ninguém tenha de responder a um desafio sem saber quem é o seu opositor directo, as propostas de solução da prova n.º 2, que deveriam ser enviadas até ao passado dia 31 de Março, viram o seu prazo alargado até ao dia 10 do corrente mês, sendo previsível que nessa data já todos os resultados estarão publicados no blogue Crime Público (http://blogs.publico.pt/policiario).

Como sempre acontece, os confrades que já enviaram as suas propostas de solução, mesmo sem conhecimento dos respectivos opositores, poderão, dentro do novo prazo, substitui-las, indicando apenas que anula a anteriormente enviada.

Aos nossos "detectives" apresentamos desculpas pela falta.

domingo, 25 de março de 2018

POLICIÁRIO 1390




PRIMEIROS RESULTADOS EM BREVE!

Esperamos pela divulgação dos 256 confrontos que vão mobilizar os 512 confrades que vão poder medir forças no um contra um da Taça de Portugal – 2018. Na verdade, era nossa intenção que tudo já estivesse pronto, mas o surgimento de dificuldades diversas, quer relacionadas com o elevado número de “detectives” e por consequência de participações, quer questões de ordem pessoal, fizeram adiar o momento que havíamos definido, por incompatibilidade com a antecedência com que este texto é elaborado.
De qualquer forma, os confrontos para a segunda eliminatória são publicados no blogue Crime Público, em http://blogs.publico.pt/policiario, onde podem ser consultados, sempre a tempo de cada confrade saber com precisão quem é o seu oponente e poder elaborar a sua proposta de solução com conhecimento da sua identidade.

PROBLEMAS POLICIÁRIOS
DE TODOS PARA TODOS!

Recomeçaram as nossas competições e com elas, os desafios policiários que assumem importância vital no nosso passatempo, quase sempre com uma dose de polémica à mistura. Naturalmente, as discussões sobre policiário são recorrentes, sobretudo quando o que está em causa são primeiros problemas, de novos produtores, muitas vezes sem o “calo” que permita evitar os conflitos.
Mas, hoje não nos vamos debruçar sobre problemas em concreto, mas sim apontar alguns aspectos que poderão ser úteis para os candidatos a produtores, que nunca devem desistir, mas sim aperfeiçoarem os seus métodos.
Como é óbvio e natural, todas as capacidades dedutivas dos confrades têm que ser postas em actividade máxima para responderem aos problemas que são propostos. Estes, produzidos também no seio da nossa “tribo policiária”, encerrarão elementos que são obrigatórios, nomeadamente retratarem situações verosímeis e haver uma componente de mistério para decifrar.
Quando um autor apresenta um problema, sabe de antemão que vai ser escrutinado e alvo de críticas, que poderão ter fundamento ou nem por isso.
No processo de feitura, o autor deve ter bem presente a chave que pretende para o problema, ou seja, a solução que quer que os solucionistas lhe venham a dar. Assim, deve conferir, desde logo, se essa solução é absolutamente correcta ou não. Em muitos casos, acontece que os factos são empíricos e não verificáveis e depois aparecem várias opiniões e conclusões para o mesmo acto. Por exemplo, se a solução se vai basear no facto de um cão ladrar a estranhos e não aos donos, isso terá se ser concretamente vertido no texto, sob pena de não ser uma conclusão óbvia e certa. Há cães que ladram a todos, outros que não ladram a ninguém, outros ainda que ladram de modo diferente conforme o seu humor e o destinatário! O autor teria, pois, que nos fornecer todos os dados sobre o animal, disfarçadamente, ao longo do texto, para que pudesse ser retirada a conclusão que pretende.
Uma vez certificada a solução pretendida, o autor deve enroupar a acção, ou seja, descrever com o pormenor necessário, toda a cena, personagens e ambientes, tendo sempre presente as conclusões de chegada.
Uma vez elaborado todo o problema, o autor deve testar a solução, aplicando-a e fazendo a leitura “ao contrário”, ou seja, da conclusão para os pressupostos e verificar se a mesma confere na íntegra e se ao longo de todo o processo não aparecem “portas” alternativas que possam conduzir a conclusões diversas. Se em qualquer momento se abrirem alternativas, há que seguir cada uma delas para verificar se mais à frente elas ficam inviabilizadas. Neste caso, o problema ficará perfeito, uma vez que apenas terá aquela solução, mas diversos caminhos que vão podendo ser seguidos pelos decifradores, para serem todos eliminados mais à frente.
Em resumo, um produtor de problemas policiários deverá construir o seu caso para concluir na solução escolhida e única e testar o desafio para que não aceite mais nenhuma alternativa válida.
Um dos maiores obstáculos que hoje se apresenta aos candidatos a produtores, é a questão do espaço disponível. Em tempos não muito distantes, a questão do espaço não era um problema candente e todos os que já temos uns anitos disto nos lembramos dos desafios publicados no Mundo de Aventuras, pela mão do Sete de Espadas, ou na revista Passatempo, a cargo do Inspector Aranha, com várias páginas, muita descrição de cenas e personagens, muito texto para dissimular os pormenores que faziam a solução. A simples leitura do problema já era um exercício bem complicado e a sua interpretação era obtida em leituras “à linha” ou “ao parágrafo”, para poderem ser absorvidos todos os indícios. Hoje, o espaço disponível é reduzido e os problemas têm um número máximo de caracteres que obrigam os produtores a um exercício suplementar de síntese, causando uma concentração de pormenores e indícios que acabam facilitando a tarefa dos decifradores, para além de dificultarem a parte literária do próprio texto.
Alguns confrades entendem que deveríamos explorar outros caminhos, desde a publicação de desafios mais extensos em duas partes, em semanas consecutivas, até à publicação no blogue Crime Público, onde as limitações de espaço não existem.
Se a primeira sugestão não reúne as preferências dos confrades, que já em diversas ocasiões fizeram saber que a perda da unidade do problema pela publicação “em prestações” não era boa solução, no caso do blogue ainda mais vozes se levantam, por conduzir à exclusão de muitos leitores que seguem fielmente o PÚBLICO, mas ignoram completamente a informática e as novas tecnologias.
Enfim, temos de usar aquilo que é posto à nossa disposição, mesmo com as limitações existentes e continuarmos a levar aos “detectives” os casos criminais e policiais que todos gostamos de ler e decifrar, independentemente das restrições existentes.



quarta-feira, 21 de março de 2018

MORREU DICK HASKINS!


INFORMAÇÃO VEICULADA PELA TSF REFERE QUE FALECEU HOJE O ESCRITOR POLICIAL PORTUGUÊS MAIS LIDO E TRADUZIDO: ANTÓNIO ANDRADE DE ALBUQUERQUE,

 DICK HASKINS!

domingo, 18 de março de 2018

POLICIÁRIO 1389




RESOLVIDOS OS PRIMEIROS DESAFIOS DE 2018

Os dois casos que fizeram a prova n.º 1 desta época, têm hoje o seu epílogo com a divulgação das soluções oficiais. Agora começará o tempo de espera pelos resultados, com a ansiedade própria de um início de campanha, para mais com o aliciante suplementar de serem fundamentais para ser possível avançar na Taça de Portugal onde, como é sabido, apenas progredirão as melhores 512 propostas, sendo a única ocasião da época em que a taça não será decidida no tradicional um contra um, após sorteio sem quaisquer restrições.
Vejamos como os autores decifraram os seus enigmas:

CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2018
SOLUÇÕES DA PROVA N.º 1
 PARTE I - “CALOR E MORTE NO ALENTEJO” - de COMPADRE AL

Pela descrição feita, vê-se que o responsável terá sido um dos causadores das pegadas que há no local, muito provavelmente o das marcas que o polícia não consegue atribuir, por não estar presente naquele grupo, nem ser identificado por ninguém.
No entanto, sabemos que o Inácio se apercebeu ao longe do que se passava e demorou cerca de 20 minutos a chegar ao local, o que deu muito tempo para que o outro presente, Zé Farófias pudesse ir a casa, trocar toda a roupa e calçado e regressar, como se nunca dali tivesse saído. A história da escritura deve ser verdadeira e facilmente verificável, mas o que já não é nada fácil de defender é que uma pessoa estivesse vestida de modo impecável, como ele se apresentou, para fazer uma queimada, que foi o que alegou. Mas, mesmo que assim fosse, teria ficado obrigatoriamente encharcado com o temporal que desabou por cima de si e não estaria tão impecavelmente vestido e calçado.
O Zé cruzou-se ou procurou o Lito e matou-o com a arma de fogo, em pleno temporal. Certamente deu conta que foi avistado e como tinha marcada a escritura, viu que tinha tempo para ir a casa mudar toda a roupa e calçado, esconder a arma e regressar para junto da sua vítima, aguardando pela testemunha. Só assim se pode justificar que ele estivesse impecavelmente vestido e com os sapatos bem brilhantes depois de passar por um temporal daquela dimensão.

PARTE II – “A MORTE DO REI DOS QUEIJOS” – de RUI LOPO

A-    SIMMER
A palavra escrita na folha é aparentemente SIM, que se aplicaria a qualquer dos suspeitos, mas como foi escrita pela vítima, o investigador estava a lê-la ao contrário, ou seja, foi escrita como WIS, as primeiras letras do estado norte-americano do Wisconsin, o maior produtor de queijo e laticínios e de onde era oriundo o antigo colega da vítima, Simmer e onde ele trabalhou. Certamente que foi uma questão de vingança ou de segredo não revelado e que acabou de forma trágica para o “Rei dos Queijos”.

MÃOS À ESCRITA!
Aproxima-se o limite do prazo para envio das produções concorrentes ao concurso que o confrade Inspector Boavida pretende levar a cabo e que já anunciámos, em devido tempo.
Tratando-se de uma questão de interesse evidente, recordamos hoje o respectivo regulamento e lançamos o convite para que todos os confrades aceitem o desafio e produzam um problema policiário.

          CONCURSO DE ENIGMAS POLICIÁRIOS (PRODUÇÃO)
  REGULAMENTO
1. O concurso é aberto a todos, sem condicionalismos de idade;
2. Cada concorrente pode apresentar mais do que um original;
3. Os trabalhos, na modalidade de produção de enigma policiário, em língua portuguesa, deverão conter enunciado e respetiva solução;
4. Os trabalhos deverão ser apresentados em suporte digital, formato A4, com tipo de letra Times New Roman, em corpo 12 e com 1,5 de espaçamento entre linhas;
5. O enunciado do enigma deve ter o máximo de 2 páginas e a solução o máximo de uma página e meia;
6. Os trabalhos, nos moldes atrás descritos, deverão ser enviados para o endereço eletrónico salvadorpereirasantos@hotmail.com, entre 1 de dezembro de 2017 e 15 de abril de 2018;
7. A classificação dos enigmas será definida através da média da pontuação atribuída pelos participantes no torneio de decifração “Solução à Vista!” e pelo orientador da secção O Desafio dos Enigmas;
8. Na apresentação da solução de cada prova do torneio de decifração acima referido, os participantes atribuirão ao respetivo enigma entre 5 a 10 pontos, tendo o orientador da secção o mesmo número de pontos para atribuir a cada enigma;
9. Será vencedor do concurso o enigma que alcançar uma maior pontuação média, sendo distinguidos os restantes enigmas classificados nas primeiras três posições;
10. Serão atribuídos os seguintes prémios: 1º. Lugar – Troféu M Constantino; 2º. Lugar – Taça Zé da Vila; 3º. Lugar – Taça Mário Campino;
11. Os casos omissos serão resolvidos pelo orientador da secção O Desafio do Enigmas, não havendo recurso das decisões tomadas.

De salientar as justíssimas homenagens, que nunca serão excessivas, ao mestre Manuel Botas Constantino, com a atribuição aos três prémios do nome e pseudónimos usados pelo mestre ao longo da sua vida e reconhecidos junto da Família Policiária. M. Constantino é o nome mais usual e com que assina problemas de enorme qualidade, que podem ser lidos e apreciados no sítio do confrade Daniel Falcão, Clube de Detectives, incluindo problemas com que se sagrou campeão nacional de produção, a par de outros assinados como Mário Campino ou Zé da Vila. O modo de assinar as produções não é fruto de qualquer acaso momentâneo ou meros palpites ou apetites, nada disso! Cada “autor” é diferente de qualquer outro, constrói de forma diversa os problemas, assume divergências em relação aos seus “irmãos”, digamos que funciona como um mundo diferente, quase como se de heterónimos pessoanos se tratassem. E aí reside um dos motivos maiores para continuarmos a ler e a tentar decifrar, não apenas os desafios, mas as linguagens que o confrade de Almeirim nos deixa.
Em boa hora o Inspector Boavida nos recorda o mestre!  



domingo, 11 de março de 2018

POLICIÁRIO 1388




O QUE ACONTECEU NA MORTE DE ELISA?

Aqui fica o desafio da parte II da prova n.º 2, um problema de autoria do confrade Inspector Boavida, tal como o anterior. Este problema tem características diferentes, sendo apenas necessário que os nossos confrades e “detectives” indiquem qual é a alínea que, na sua opinião, resolve o enigma.

CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2018
PROVA N.º 2 – PARTE II
“O CASO DA MORTE DE ELISA” - Original de Inspetor Boavida

O subchefe Pinguinhas tinha acabado de se refastelar no seu sofá preferido da sala de estar da sua nova casa, na baixa de Lisboa, após uma jornada intensa de trabalho quase ininterrupto de dez horas, iniciada às dez da manhã, quando o telemóvel tocou. Era o subintendente Pezinhos a pedir-lhe o favor de tomar conta de uma ocorrência registada naquela rua, três prédios acima do seu. O prédio em questão é composto por três andares, totalmente ocupado por uma conhecida empresa de pronto-a-vestir. No piso térreo funciona a loja dedicada aos últimos modelos de homem e senhora; no primeiro piso funciona um armazém aberto ao público com restos de coleção das épocas mais recentes para todos os géneros e crianças, destinados à clientela menos endinheirada; no segundo piso funcionam os escritórios da empresa; e no último piso, situam-se dois gabinetes, do sócio-gerente e da sua secretária, e uma sala para reuniões.
Ao chegar junto do prédio, Pinguinhas encontrou à porta da loja o sócio-gerente da empresa, um homem de boa aparência, elegante, alto e magro, moreno, de cabelo castanho claro e olhos verdes, com cerca de 50 anos, que se apresentou como Carlos Marques. Denotando algum nervosismo, levando constantemente o cigarro à boca, afirmou que tudo havia acontecido no terceiro andar, cerca de uma hora depois de a empresa ter encerrado ao público e quando todos os funcionários já haviam abandonado as instalações, à exceção da sua secretária, Elisa Fagundes. Ele tinha saído do seu gabinete por volta das seis e meia da tarde para atender um cliente que requisitara a sua presença na loja, no sentido de reclamar da maneira como fora atendido por um empregado do setor masculino. Resolvida a questão, e já algum tempo depois de encerrada a empresa, disse ter-se dirigido às traseiras do edifício para fumar um cigarro.
E foi aí, nesse preciso momento, que se terá confrontado com a queda da sua secretária no chão, que teve morte imediata. Estarrecido com a ocorrência, disse ter-se sentido completamente perdido, não sabendo o que fazer, pelo que decidiu ligar para o seu amigo Pezinhos, que lhe disse para não tocar em nada, o que assim fez, e que ficasse à porta da loja a aguardar pela chegada de um dos seus subordinados que morava nas proximidades. Sou eu – disse o Pinguinhas – sou vizinho da sua empresa há pouco mais de três meses e tenho ouvido alguns comentários sobre os seus grandes sucessos amorosos. Carlos Marques, que é um homem casado, pai de dois rapazes, de cinco e sete anos, ruborizou. Afirmou que esse tempo das conquistas amorosas já lá vai há muito, sendo agora um homem completamente dedicado aos negócios e à família, sem tempo a perder com romances estéreis que apenas contribuem para acumular problemas.
O subchefe Pinguinhas disse concordar com aquela sensata decisão de Carlos Marques e depois pediu-lhe para subir com ele ao terceiro piso para ver o local onde Elisa trabalhava. Preferiu fazê-lo a pé e, ao passar pelos dois pisos intermédios, certificou-se de que ninguém estava nas instalações e que tudo se apresentava isento de indícios de associação ao ocorrido. Por fim, ao chegar ao gabinete onde trabalha a secretária do sócio-gerente da empresa, ficou parado, percorrendo os olhos por todos os cantos do espaço. Em frente, uma grande janela. As paredes laterais pejadas de alto abaixo de dossiês nas prateleiras das estantes. A meio do gabinete, sobre a direita, uma secretária com um computador, papelada variada, um copo meio de água, canetas… e um papel em cima do teclado do computador, com um texto manuscrito com letras trémulas: “Não aguento mais fazer mal a quem me ama tanto. E para quê, para ser desprezada por quem me perdi de amor e me faz sofrer? É melhor assim. Desculpem!”
O subchefe Pinguinhas abriu a janela e olhou para baixo. No chão, no enfiamento da janela, jazia Elisa, uma mulher jovem, interessante, com pouco mais de trinta de anos. E ele não tinha dúvidas: fora dali que a pobre da secretária voara para o lajedo das traseiras do prédio! Virou-se para Carlos Marques e, de forma sarcástica, perguntou-lhe há quanto tempo tinha um caso com Elisa. O sócio-gerente da empresa continuava muito nervoso e não reagiu à pergunta. O subchefe insistiu com a pergunta, ao mesmo tempo que quis saber se a sua mulher sabia do caso. E, sem esperar pela resposta, acrescentou uma outra pergunta: “Sabe onde está agora a sua mulher?” O subchefe Pinguinhas já tinha uma ideia do que se teria passado naquele fim de tarde de um dia de verão de 2017, o que configuraria uma de quatro hipóteses. Qual está correta?

A)    Suicídio.
B)    Acidente.
C)    Homicídio praticado pela mulher de Carlos Marques.
D)    Homicídio praticado por Carlos Marques.

E pronto.
Resta aos nossos “detectives” procederem ao envio das propostas de solução, impreterivelmente até ao próximo dia 31 de Março, podendo usar um dos meios seguintes.
- Pelos Correios: Luís Pessoa, Estrada Militar, 23, 2125-109 MARINHAIS;
- Por entrega em mão ao coordenador da secção, onde quer que o encontrem.

Boas deduções!

Chama-se a atenção para o facto de haver confrontos directos na Taça de Portugal, sendo que cada um dos 512 confrades apurados vai ter como opositor um outro “detective” que serás conhecido em breve, no nosso blogue Crime Público, em http://blogs.publico.pt/policiario .








domingo, 4 de março de 2018

POLICIÁRIO 1387





INVESTIGAÇÃO À MORTE DO MARAVILHAS

O segundo capítulo das competições desta época vem do confrade Inspector Boavida, um dos bons produtores com quem sempre contamos.
Atenção ao problema e ao modo como elaboram o relatório, que deve conter todos os pormenores que suportam a solução do enigma proposto.


CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2018

PROVA N.º 2 – PARTE I

“SMALUCO E A MORTE DE JORGE MARAVILHAS” – Original de INSPECTOR BOAVIDA
   
Smaluco acordou sobressaltado. Adormecera muito tarde e ainda não eram sete horas da manhã quando o telefone tocou. Do outro lado, ouviu, em lágrimas, o seu velho amigo Necas Baptista, considerado um dos mais completos e originais artistas de variedades de todo o mundo, com grande projeção internacional nos anos 1960/70, que vivia em união de facto desde esse tempo com o radialista Jorge Maravilhas, numa altura em que a homossexualidade era apenas tolerada e por muito poucos. A razão do telefonema de Necas e da sua voz embargada residia na morte do seu companheiro de vida, que sucumbira durante a madrugada a um tiro na cabeça, sentado à secretária do escritório da casa que ambos partilhavam, desde há muito, num bairro chique da Lisboa moderna. O velho detetive Smaluco aconselhou-o a não mexer rigorosamente em nada e dispôs-se a satisfazer o seu pedido de ajuda, por se sentir muito abalado com a situação e não se sentir com ânimo para tratar dos procedimentos que desde logo se impunham.
De cara e dentes lavados, vestido com a mesma roupa da véspera, e depois de ter engolido à pressa um café despertador, Smaluco pôs-se a caminho de casa dos amigos, recordando mentalmente as grandes noites de glória de Necas nos palcos de quase todo o mundo e a legião de admiradores conquistados por Jorge, que seguiam a sua voz inconfundível nos postos emissores onde prestava colaboração. Ambos haviam feito uma grande fortuna com as suas respetivas carreiras profissionais, investindo parte dela nos mais diversos negócios, desde a hotelaria à restauração, passando pelo imobiliário, invariavelmente com grande sucesso. Nos últimos tempos, porém, com a crise financeira desencadeada em 2007, a partir da queda do índice Dow Jones motivada pela concessão de empréstimos hipotecários de alto risco, as economias do casal sofreram alguns revezes ao ponto de ambos perderem cerca de metade do que haviam acumulado.
Para agravar a situação, Necas e Jorge não haviam resistido ao vício do jogo que se tinha apoderado irremediavelmente deles, desde há cinco anos, jogando na roleta e na banca francesa quase tudo o que lhes restava. As discussões entre eles passaram a ser uma constante, acusando-se mutuamente da responsabilidade pelo sucedido. Como se não bastasse esta terrível situação, Jorge enamorou-se de um jovem cantor em princípio de carreira, o que devastou Necas. Mas durou pouco aquele enamoramento. A ave canora bateu as asas com um passarão da noite alfacinha, a contas com a justiça em diversos processos que se arrastam pelos tribunais há décadas, e anda por aí por essa europa fora a cantar para as comunidades lusas, tendo deixado o coitado do Jorge pelas ruas da amargura. Antes, porém, de ter sido abandonado, o antigo radialista foi vítima da falsificação de sua assinatura em diversas dividas contraídas e agora reclamadas.
Quando chegou ao prédio dos seus dois amigos, Smaluco encontrou Necas à porta da rua, muito agitado, andando de um lado para o outro, correndo ao seu encontro logo que o avistou. Um abraço comovido, com algumas lágrimas à mistura e palavras sentidas de condolências, antecederam a entrada de ambos no edifício e a subida até ao segundo piso. De passos rápidos, sem perderem tempo com a espera do elevador, galgaram os degraus das escadas dois a dois, como se fosse ainda possível salvar a vida do amigo comum, e depressa alcançaram o escritório onde jazia Jorge. Tombado na secretária, com a cabeça levemente caída sobre a esquerda, via-se claramente, acima da orelha direita, uma ferida com os bordos estrelados, apesar do muito sangue que encharcara o cabelo e escorrera até ao tampo da secretária onde o seu braço direito estava poisado, perto de uma arma e de um sobrescrito fechado e endereçado a Necas.
No chão do escritório, próximo da secretária, brilhava uma cápsula de bala. Ao lado do corpo do infeliz homem da rádio, estava um velhinho e imaculado gravador de cassetes, seu companheiro de todas as horas, com o qual registava os instantâneos do dia-a-dia que faziam as delícias dos seus ouvintes. Por instinto, Smaluco carregou na tecla “play” do gravador e logo se fez ouvir a inconfundível voz de Jorge Maravilhas: “Desculpa-me, Necas. Tu não merecias o que te tenho feito passar. Fui tão falso e ingrato contigo, que não consigo suportar a dor do remorso que me consome a alma. Mais do que a raiva de ter sido enganado por um ser vil que arruinou o que ainda restava daquilo que construímos juntos, o que me mata é a mágoa do mal que te fiz. Desculpa, amor”. A seguir, ouviu-se um estrondo. Smaluco ficou tão impressionado, que desligou de imediato o gravador, ficando em silêncio enquanto os olhos marejavam.
Quando, a meio da tarde, relatou à sua amada Natália este acontecimento, que terminou com um telefonema para a Judiciária, onde um ex-colega e amigo se encarregou de todos os procedimentos que terminaram com a declaração de óbito por suicídio e a libertação do corpo para funeral, ouviu da boca desta um chorrilho de críticas que terminaram com uma frase arrasadora: “Nunca mais tens emenda, meu amor. Se não estivesse aqui presa, ia já contigo resolver aquilo que não ficou bem tratado”.
Em que se baseia Natália Vaz para proceder deste modo, caríssimos leitores?

E pronto.
Resta aos nossos “detectives” fazerem as leituras que entenderem necessárias e remeterem as suas propostas de solução, impreterivelmente até ao próximo dia 31 de Março, para o que poderão usar um dos seguintes meios:

- Pelos Correios: Luís Pessoa, Estrada Militar, 23, 2125-109 MARINHAIS;
- Por entrega em mão ao coordenador da secção, onde quer que o encontrem.

Boas deduções!